BRASÍLIA: DESERTO DE ASFALTO

No centro de um planalto vazio,
Um caixa eletrônico.
De todas as obras repletas de significado político, esta falava por si só.

No Itamaraty, nada é o que parece.
Madeira parece ferro, o ferro cobre, e o cobre madeira.

Nas favelas do Senado, desigualdade social.
Ironia quase sutil um projeto tão ambicioso ser vizinho da 2ª maior favela do país.
Na minha casa há falta d’água,
No Palácio abunda, no palácio abunda.

Alvorada lá no morro, que beleza!
Uma pena que não pude entrar, pois o belo fosso verde separa a plebe da coroa.

No meio do caminho, tinha uma pedra.
Uma pedra não, uma obra de arte!
Niemeyer ocupou-se tanto desenhando bolinhas,
Que se esqueceu da faixa de pedestres.

Humor ácido o daquele homem!
“Vamos petrificar todos os problemas do Brasil em grandes pilhas de concreto arquitetônicas”
E assim, nasceu a capital do país,
Centro da política brasileira

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