No dia 29/10/2026, a Academia de Letras da Faculdade de Direito de São Paulo sabatinou os três presidenciáveis ao Centro Acadêmico XI de Agosto. As entrevistas estão completas no site, no Instagram e também no Youtube (sim, em vídeo!). Esta é a entrevista com Ricardo Botto, candidato a presidente do XI pela chapa Reconvexo.
Apresentação e Trajetória
Entrevistadora: Boa noite, Botto. Eu sou a Isabela, Isabela Barros, sou a vice-presidente da Academia de Letras, e estou responsável pela sabatina com a Chapa Reconvexo. Eu queria inicialmente que você se apresentasse um pouco e apresentasse a sua chapa.
Ricardo Botto: Oi, oi, gente, tudo bem? Prazer. Meu nome é Ricardo Botto, sou candidato à presidência pela Chapa Reconvexo, que é uma chapa que acredita na repolitização da São Francisco, acredita que a gente tem que pautar um bicentenário que seja para os estudantes de fato, acredita que a gente tem que usar esse bicentenário para arrancar da faculdade, arrancar da reitoria, o que a gente precisa. A gente precisa entender que esse é um momento histórico muito importante para a São Francisco, e agora a gente precisa de planejamento, de ação, de trabalho, e a gente precisa encaminhar tantas coisas que começaram nos últimos tempos.
Agora me apresentando também, acabei começando diretamente na chapa. De novo, Ricardo Botto: eu fui secretário-geral da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, comecei minha militância ainda jovem, com 16 anos. Aí eu entrei na faculdade, passei a militar no coletivo Alvorada, até que, no ano passado, eu assumi a secretaria-geral também do XI de Agosto. Aí a gente construiu a gestão Candeia, foi algo muito lindo, mas agora está na hora da gente dar um passo além e prosseguir esse projeto que é de repolitização da faculdade, de botar de novo a faculdade no centro do cenário político nacional, e deixar claro que esses 200 anos têm que ser para os estudantes, como algo realmente para os estudantes. A gente sabe que está vindo aí um evento que vai ser provavelmente regado a ouro, um evento que vai ser muito voltado para fora da faculdade, e a gente precisa pautar isso também como algo dos estudantes, como algo realmente dos estudantes
Gestão Financeira e Fundo do XI
Entrevistadora: Perfeito, muito obrigada, Botto. Vamos começar então com a primeira pergunta da sabatina sobre gestão financeira e responsabilidade fiscal. O Centro Acadêmico vem enfrentando déficits operacionais recorrentes nas contas mensais e resgates contínuos do fundo de investimento do XI para fechar o caixa. Qual o plano concreto da sua gestão para estancar o rombo financeiro e qual limite será adotado para o uso do fundo patrimonial sem comprometer os repasses obrigatórios às entidades?
Ricardo Botto: Eu acho que foi bom que já começou com essa pergunta, que já tira isso da nossa cabeça. Eu acho que é algo muito central para todo estudante, porque a gente sabe a importância do Fundo do XI, especialmente para a gente manter o DJ, a Casa do Estudante, a Atlética, a Enactus… E, enfim, o Fundo do XI tem esse papel e serve também para a gente conseguir tocar a nossa vida universitária, o XI conseguir fazer uma coisinha diferente de vez em quando. E a gente realmente está em um momento em que o Fundo do XI parece estar numa situação perdida, mas eu acho que a gente não pode deixar a fé. A nossa tesouraria teve um trabalho muito grande neste ano. A gente conseguiu uma redução de 50%, não, confundi, se não me engano, de 52% da dívida com a União, mais de 1 milhão de reais a partir de um renegociamento, e a gente pretende continuar essa gestão. Então a gente entende que é necessária articulação e é necessário também a gente ter um plano para estancar justamente os gastos do XI de Agosto.
Então, a gente tem como uma proposta central da gestão financeira a criação do Fundo das Entidades, que seria um fundo patrimonial voltado justamente para o pagamento do repasse das entidades. Seria um fundo que não seria diretamente associado ao XI de Agosto. Nisso, ele não estaria submetido às questões políticas que o XI de Agosto tem, que a gente sabe que no fim acaba dando problema com investidor, acaba dando problemas com essas coisas… porque querendo ou não o XI tem que assumir esse papel político, e é o papel político que o XI deve assumir, e a gente não pode se calar por causa de dinheiro.
A ideia é criar esse fundo patrimonial, que teria um conselho gestor diverso com alunos da SanFran e de fora, e aí ele não teria essa submissão às vontades políticas, então ele seria mais confiável para o investidor. Nisso, a gente conseguiria aos poucos ir substituindo uma das maiores despesas do XI, que acaba sendo um investimento, que é justamente o repasse das entidades. Ao todo são mais de 20 mil que vão para os repasses da entidade do Fundo do XI e acaba onerando a entidade, e passando para esse fundo de investimento a gente conseguiria dar uma segurada no fisco e também o XI poderia usar mais do dinheiro que pega mensalmente para as atividades com os estudantes, de fato.
E fora que, acho que é o principal, isso protege as entidades, de fato. Porque a gente tendo um fundo separado do Fundo do XI, caso aconteça alguma coisa, caso a gente não consiga estancar essa queda que tem acontecido no Fundo do XI, constante, a gente teria um Fundo das Entidades que serviria como uma proteção extra. Então a gente acha que o bicentenário é central para a gente atingir essa pauta. A gente já iniciou algumas tratativas neste último ano, a tesouraria fez um ótimo trabalho já com o Fundo Sempre SanFran, então é algo que já está correndo, mas a gente ainda precisa amadurecer algumas questões. A gente precisa ter uma comunicação institucional muito boa para conseguir angariar recursos para iniciar esse fundo, a gente precisa de uma estrutura jurídica de associação privada para esse fundo ter o caráter de um fundo endowment, aí já entra nas coisas em que teria que se aprofundar, não vou me aprofundar muito para não acabar me enrolando.
A gente precisa de um mecanismo de transparência que seja mais eficiente para as entidades que recebem os repasses, porque isso é um requisito. E, por fim, os recursos para viabilizar o projeto, e eu digo não só em relação ao capital inicial de botar a grana ali no fundo, mas para a gente trabalhar com marketing, ter assessoria jurídica, assessoria de contabilidade, e tudo isso acaba saindo caro, mas é um investimento que vai ser muito central para o XI de Agosto e para o futuro das entidades.
Além disso, algo muito central também vai nas pequenas coisas que a gente planeja ter ainda mais parcerias com a universidade nessas questões cotidianas do XI de Agosto. Por exemplo, a troca dos extintores de incêndio que a faculdade traz. Algo que a gente quer ir atrás é a questão dos produtos de limpeza, que pode dar mais de 5 mil de economia ao ano para o XI. Assim, são coisas pequenas que no dia a dia a gente consegue trazer uma economia.
Além disso, outro projeto que a gente já começou este ano é a locação do Porão. Este ano a gente teve uma festa muito grande, a Sexta do Rock, que bombou aqui o Porão, encheu de gente. E essa era uma festa que geralmente é fora da SanFran, nunca teve aqui, e a gente alugou o Porão para eles; teve até uns danos, mas eles ressarciram também. Foi uma das fontes que a gente arrumou de fazer renda de fato, para poder investir nas coisas que os estudantes precisam, nas coisas que o Porão precisa.
Além disso, a gente também alugou para umas outras figuras do mundo jurídico, e é uma prática que a gente pretende continuar, mas claro, sempre sem onerar o estudante franciscano. Para o franciscano, inclusive se você não sabe, você pode fazer seu aniversário no Porão, só se for uma festa de arromba que vai ter que contratar segurança, porque a gente também está no centro, mas o franciscano segue podendo alugar o Porão de graça, mas a gente também alugaria para pessoas de fora quando não tivesse ninguém querendo usar.
Outra pauta muito grande que a gente está articulando é sobre a lojinha do XI. Ao lado da salinha do XI tem o depósito, e aquele depósito é uma área completamente improdutiva, fica lá só para guardar coisa que a gente pode arrumar outro lugar para guardar. A nossa proposta é justamente de arrumar aquele espaço, abrir ali, deixar bem bonito, colocar a lojinha do XI, para a gente conseguir continuar movimentando as coisas. A gente sabe que o aluno também sente saudade de comprar uma camisa do XI, às vezes só tem em períodos pontuais, seja na SEREC ou antes dos jogos. A gente acha que é importante também até justamente para a gente conseguir arrecadar.
Enfim, acho que já falei bastante da parte financeira das propostas, mas vou fechar aqui com chave de ouro a quinta pergunta que fecha de cinco: a gente tem uma questão enorme no caixa do XI que é a Peruada. A Peruada é uma festa muito foda, que é uma festa de arromba, um ato de arromba, mas ela onera muito o XI assim, gera centenas de milhares de reais de dívida. Uma parte é estancada pela doação da SanFran Júnior, que eles doam uma parte do arrecadado durante a Feira de Estágios, mas a gente realmente, para reduzir os custos, tem que expandir o que é a Peruada. Neste último ano a gente já aumentou em 50% o público da Peruada, algo absurdo, foi uma Peruada lotada, e… acabei me perdendo aqui, ia falar que expandimos o lote social… Mesmo com a expansão do lote social, a gente teve uma Peruada que não teve uma arrecadação pior do que a dos anos anteriores, justamente por conta de ter aumentado a Peruada.
E agora no bicentenário a gente pretende iniciar uma cultura de arrecadação não só para a Peruada, mas também para as outras festas tradicionais do XI. Porque se tem uma coisa que liga os antigos alunos a essa instituição é a Peruada, essas festas, essas outras festas bem franciscanas, porque atrai mesmo, chegou um momento em que a gente pode ver o fim da Peruada. Chegou o momento da gente usar o poder institucional e político do XI de Agosto para pautar de fato essas coisas. É isso deste tópico.
Permanência Estudantil e Moradia
Entrevistadora: Obrigada. Agora para a nossa segunda pergunta, ela é sobre permanência estudantil e moradia. Diante da insuficiência do auxílio financeiro e dos desafios estruturais enfrentados pelas estudantes em situação de vulnerabilidade, como o XI de Agosto vai atuar de forma prática junto à reitoria e à diretoria para viabilizar a ampliação de programas sociais de pertencimento, o aprimoramento da política de moradia estudantil, como a Casa do Estudante e o CRUSP?
Ricardo Botto: eu fiz questão de escrever pessoalmente a parte da Casa do Estudante da nossa carta-programa, porque eu sou morador de lá e já fui da diretoria também, então é um assunto que me sinto muito confortável falando e escrevendo sobre. Eu sempre gosto de começar pautando a casa falando que ela tem uma diretoria autônoma, ponto. Então qualquer coisa que a gente vá pautar sobre a Casa, a gente precisa fazer ao lado da diretoria, a gente precisa entender que tem que ter uma comunicação com a diretoria, e por isso que a gente pretende justamente fortalecer e expandir a comunicação institucional que o XI tem com a diretoria. Hoje a gente já tem uma comunicação ok, acho que ela deu uma enfraquecida nos últimos meses, mas a gente ainda constrói coisas juntos, ainda ajuda quando possível, mas a gente precisa agora de um diretor designado exclusivamente para o acompanhamento da Casa do Estudante.
Isso é algo central para, se acontecer alguma coisa, se for preciso, já ter alguém para falar, conversar e realizar o diálogo referente a essas outras propostas que vou trazer também, porque, novamente, tudo tem que ser trazido com diálogo. Eu separei aqui mais duas propostas que acho que são indispensáveis, que a gente não pautou no último ano na carta-programa da Gestão Candeia, que eu construía, e que são centrais. Mesmo nossa carta-programa estando um pouco menor este ano e abrangendo menos coisas sobre a Casa, acho que ela está mais bem construída nesse sentido.
O primeiro de tudo é que a gente não pode fugir do debate sobre a necessidade de uma assistente social na Casa do Estudante, que nem o CRUSP tem. Chegam todos os anos diversas pessoas lá na casa que às vezes não sabem como pede o CadÚnico, não sabem como transfere o título de eleitor, especialmente calouros têm essas questões de documentos, e uma assistente social ajudaria muito nisso, fora o mais óbvio, que é o tanto de problema socioeconômico que circula na população da Casa do Estudante. São 60 moradores, uma grande parte deles vive em situação de vulnerabilidade, porque a Casa não é… tem muito uma visão da casa às vezes como uma grande república, mas a casa não é isso. Ela é repleta de pessoas que estão morando lá não porque querem, têm que dividir apartamento, são três andares, não, três andares de moradia que ainda não foram reformados, mais o térreo e o terraço, além da distância da família. São diversas questões que geram uma vulnerabilidade que uma assistente social tem que tratar.
Então é justamente a luta por uma assistente social exclusiva da Casa do Estudante e, junto a isso, a gente pautar também com a reitoria e com a diretoria da faculdade, e entendo que isso é uma pauta que pode gerar uma maior discussão, a questão de um segurança patrimonial da USP durante a madrugada na Casa do Estudante. Eu, como diversos outros moradores tenho certeza, já fui pegar um Uber de madrugada, uma entrega, ou estava chegando de uma festa e vi a porta escancarada. Já roubaram o Silvão duas vezes por causa de questão de porta, e a gente segue sem segurança lá na frente. A casa não tem como arcar com um porteiro 24 horas. Já passou da hora de a gente responsabilizar a universidade por isso, a gente tem que responsabilizar a universidade pelas questões socioeconômicas da Casa, a gente tem que responsabilizar a universidade pela falta de segurança na casa. Essas pautas são centrais, e além disso tem muitas outras coisas que não consegui trazer, convido todos que estão assistindo até agora a ler a nossa carta-programa; e dia 5 vocês já sabem: Reconvexo.
Saúde Mental, Acessibilidade e Inclusão
Entrevistadora: Agora vamos para a nossa terceira pergunta, que vai tratar de saúde mental, acessibilidade e inclusão. O acolhimento psicológico e as condições materiais de permanência para os estudantes neurodivergentes e PCDs ainda sofrem com gargalos burocráticos institucionais. Quais mecanismos permanentes e protocolos de acolhimento o XI de Agosto implementará para garantir acessibilidade sensorial, pedagógica e o acompanhamento contínuo?
Ricardo Botto: É um cenário muito complicado na nossa faculdade, em que a gente vive um período em que os professores dão prioridade à liberdade de cátedra deles em vez de realmente seguir as políticas de acessibilidade e de inclusão, e isso é algo muito central desde o começo. O nosso projeto neste início gira em torno de articular com a diretoria — uma articulação que já começou a partir da CIP e que também já passou pela CG, que eu componho — sobre a gente avançar no sentido de os professores terem que seguir um protocolo, porque é lei! E já tem em outras faculdades, não é algo incomum ou necessariamente novo.
A gente precisa não só disso, mas também da formação desses professores, porque senão eles acreditam que seja um problema do aluno querer levar vantagem, que o aluno nem precisa daquilo e só quer o privilégio de ter aquele direito.
Além disso, a gente pretende fazer uma cartilha sobre o que a gente tem de acessibilidade na USP, sobre o que o aluno tem direito a pedir, como pode pedir, sobre a sala de descompressão e outras coisas que o aluno pode ter, para ele ter de fato conhecimento, porque a gente sabe que muitas vezes o problema é o aluno não conhecer.
Junto a isso, fazer um mapeamento ativo das pessoas PCDs na nossa faculdade para conseguir prestar o apoio necessário. A ideia é que não seja algo agressivo, seja algo que a pessoa chegue até nós a partir de um formulário ou divulgação, para a gente conseguir atingir essas pessoas sem ser agressivo, sem acabar assustando ou constrangendo a pessoa.
Junto a isso, outra coisa central seria uma assistente social exclusiva para a SanFran. Aqui a gente não tem uma assistente social, e no fim as pessoas não vão conseguir atingir as assistentes sociais que estão nos outros institutos.
Também temos a ampliação das parcerias com o ECOS, entendendo que é um programa um pouco limitado, mas é uma construção que está se dando ao longo do ano, algo que a gente já começou este ano e que precisamos expandir e pautar.
AEX e Ensino Jurídico
Entrevistadora: Perfeito, muito obrigada. Agora para a nossa quarta pergunta, ela vai tratar da isonomia do ensino, das AEXes e da inovação acadêmica. Em 2027 a curricularização da extensão (AEX) vai passar a cobrir 100% das turmas da graduação, ao mesmo tempo em que persiste a disparidade histórica de oferta de optativas entre turmas matutino e noturno. Como que o XI vai atuar na Comissão de Graduação para garantir a paridade entre os turnos e desburocratizar as AEXes sem retirar a autonomia das extensões?
Ricardo Botto: Ótimo, achei uma ótima pergunta. A gente tem que lembrar que o tripé acadêmico é pesquisa, ensino e extensão. O cenário da faculdade desde a aprovação da Lei de Cotas vem mudando. Agora a gente não está mais em uma faculdade em que a maioria é branca ou tem dinheiro; pelo contrário, agora a gente tem o pessoal da escola pública chegando em peso, temos as cotas raciais, e isso exige uma adaptação que a universidade não segue. Hoje a gente vive um cenário em que, para pegar uma disciplina no noturno, você tem que escolher no mesmo departamento entre uma disciplina e outra. A nossa pauta central nesse quesito é justamente a isonomia das disciplinas optativas entre o noturno e o matutino. A gente enquanto RD, eu tô na Comissão de Graduação, a gente já está trabalhando nesse quesito, debatendo com os professores e tentando articular, e a gente tá tentando já articular os trabalhos neste ano.
A gente vai fazer, enquanto XI e RD, um levantamento sobre a defasagem de oferta por departamento para, com ele, conseguir fortalecer o argumento para criar uma cota mínima de optativas para o noturno. Além dessa cota mínima, a gente também está indo atrás de um rodízio entre as disciplinas optativas do noturno e do matutino, a disciplina do matutino iria pro noturno, e do noturno pro matutino, junto a isso, na questão de desburocratizar as AEX, de deixar mais fácil, pretendemos fazer uma institucionalização permanente da força-tarefa AEX, que é um GT entre o XI e a RD que busca desburocratizar a inscrição das eletivas AEX. Para quem não sabe, o aluno precisa ir no Apollo, tem um monte de burocracia, precisa resolver, precisa arrumar um professor; a ideia é que esse GT consiga indicar direitinho o que o aluno tem que fazer, ajudar no que for necessário e ajudar também o contato com o professor. Às vezes a gente tem uma disciplina que poderia virar AEX, mas por não ter um professor específico a gente acaba perdendo essa oportunidade de AEX que a gente teria, e a gente ajudaria nesse processo, justamente nesse contato entre professor e aluno, o GT atuaria como uma assessoria técnica.
No geral, acho importante citar a ampliação do projeto Adote um Pesquisador, que busca unir a relação entre quem está na primeira pesquisa, pessoal que está na pós-graduação, mestrado, pessoal que está no doutorado, IC e TCC, para a gente se ajudar, se fortalecer e continuar sendo essa academia de excelência, mostrando que o estudante franciscano está na linha de frente do debate.
Combate às Opressões e Diversidade
Entrevistadora: Perfeito, muito obrigada. Agora para a nossa quinta pergunta, vamos tratar do combate às opressões e a diversidade no corpo docente. A aplicação das políticas de cotas enfrenta entraves na Faculdade de Direito. A gente queria saber quais são os protocolos práticos que o XI adotará para apurar denúncias e combater ativamente o racismo, o machismo, a misoginia e a LGBTQIA+fobia nas Arcadas?
Ricardo Botto: Primeiro de tudo, a gente acha que essa é uma pauta central; independente da chapa que vencer, isso tem que ser prioridade. Inclusive o que vou passar aqui eu sugiro para as outras chapas também fazermos igual, porque é muito importante.
O que a gente pensou a princípio seria criar para o XI de Agosto uma pessoa instituída para essa função, uma pessoa negra, uma pessoa que entende da pauta, vou colocar algo que não tinha colocado antes, que seria a criação de Secretaria de Políticas Raciais do XI, com foco e trabalho nessa questão o ano inteiro, porque tem sempre questões disso o ano inteiro.
O trabalho dessa secretaria seria criar um protocolo rigoroso para investigar, apurar e acompanhar todo o processo, e seria um canal direto para acolher e encaminhar essas denúncias. A gente sabe, e isso até relacionado às próximas questões, que o processo de acolhimento da USP é bem revitimizador e solitário, e é essencial ter alguém, um colega em que possa confiar, para acompanhar e proteger o aluno.
Além disso, a gente pretende também criar uma comissão de acolhimento e enfrentamento do assédio, que seria ali o XI lado a lado ali no processo, que seria o XI usando seu cacife político para cobrar agilidade e trabalho da faculdade, seja em processo administrativo, seja em ação judicial, para a vítima ter esse acompanhamento sem ser revitimizada, sem ter que passar por tudo aquilo sozinha, e é essencial.
Junto a isso, pretendemos distribuir cartilhas na SEREC, assim como a cartilha referente às questões que o aluno neurodivergente pode acessar… uma cartilha deixando claro que não vai dar certo ser racista aqui, para mudar essa cultura a partir da base, com o calouro, além da divulgação com os veteranos, a partir da base, a partir da raiz, para mudar toda a estrutura.
Nossa quarta proposta seria a criação de um conselho conjunto dos coletivos antiopressões, que iria a Atlética, seja um coletivo negro, o Quilombo Oxê, Dandara e tantos outros, para trabalharmos se comunicando e de forma mais efetiva, porque sabemos que várias cabeças pensam melhor que uma e é claro, como falei da Comissão Antiopressão, também uma CAO presente em todas as festas, uniformizada e preparada com formação, porque sabemos que esses espaços, com a guinada da machosfera e do movimento Redpill, têm se tornado perigosos, especialmente para as mulheres.
Trabalho, Estágio e Vida Universitária
Entrevistadora: Perfeito, muito obrigada. Em relação agora à pergunta seis, penúltima pergunta deste primeiro bloco: estágio digno e condições de trabalho. A rotina dos estudantes no Largo de São Francisco é marcada por um malabarismo diário entre a exigência acadêmica, os compromissos externos de sustento e inserção prática, e a busca por lazer e saúde mental. Essa sobrecarga afasta os estudantes da participação política e da vida universitária. De que forma o XI vai atuar para centralizar o apoio à rotina discente, oferecendo orientações práticas sobre direitos e flexibilidade de horários, garantindo que o Centro Acadêmico seja um ponto de apoio real para quem precisa equilibrar as demandas dentro e fora das Arcadas?
Ricardo Botto: Ótimo, assim, a pauta do estágio é algo central, gostei que vocês colocaram várias pautas que são centrais. E o estágio acho que especificamente na São Francisco é algo ainda maior do que em outras universidades, porque a gente tem um número muito grande de alunos que estagiam desde o primeiro ano, não lembro o número, se é 40 ou 50%. A gente sabe que o mercado de trabalho que sobra para a gente é o mais predatório possível. Se você não trabalha em um órgão público com boa bolsa, ou um TJ que é mais tranquilo, ou uma câmara, é muito provável que você vai ser secado por um escritório, sua condição de trabalho seja horrível. O que mais vemos é estagiário fazendo 8 horas, tendo burnout, tendo que faltar em aula, tendo que implorar para sair no horário de prova.
Isso é inaceitável. Por isso, a Gestão Candeia do XI de Agosto está desde o começo do ano trabalhando na linha de frente do GT de formação da nova Lei dos Estágios, que é um GT da Federação Nacional dos Estudantes de Direito junto com o pessoal lá da UFSC, acho, do Centro Acadêmico XI de Fevereiro. É uma proposta que visa equiparar o estágio, assim como o menor aprendiz, enquanto um CLT, porque o Jovem Aprendiz tá na CLT, mas com um regime próprio, aí manteria exigência de salário mínimo, cumprimento de jornada de 6h a 8h e proteção pela lei trabalhista, porque hoje o estagiário tá em um limbo trabalhista, tá, a gente teve um salto em 88, em 2008, que é a lei que a gente tem agora, mas tá na hora da gente dar um novo salto, entender que o estagiário é trabalhador. Se a gente sustenta o Judiciário nas costas, é porque a gente é trabalho, quero ver TJ, defensoria, defensoria é até melhor, as entidades funcionarem sem estagiários.
Além disso, temos que fortalecer o Núcleo de Práticas Jurídicas (NPJ), expandir o que é a prática jurídica na faculdade e colocar de fato que o estagiário é um trabalhador, não é só uma classe separada e que por isso vai com o que for melhor.
Bicentenário da Faculdade
Entrevistadora: Perfeito, obrigada. Agora para a nossa última pergunta deste primeiro bloco, vai tratar um pouco da visão crítica sobre o bicentenário. No ano em que a Faculdade de Direito completa 200 anos, o XI se depara com a escolha entre a comemoração festiva e o acerto de contas crítico com várias contradições históricas da instituição. Como a sua chapa pretende conduzir o efervescente calendário do bicentenário, garantindo o protagonismo dos discentes da graduação, mas também a valorização da memória das lutas democráticas?
Ricardo Botto: Achei muito boa a pergunta. É aquilo que falei no começo, é algo central, para a gente, esse bicentenário é uma forma de arrancar da diretoria, da reitoria e dos antigos alunos as melhorias para os estudantes. Está na hora da gente escancarar como é feio, como é patético o jeito que eles tratam a gente. A gente vai ter um bicentenário regado a ouro e é nosso dever colocar o estudante no centro disso.
Primeiro de tudo, a gente tá articulando a criação de uma comissão de graduação do bicentenário, tem uma comissão do bicentenário formada com alunos, tinha a Rita, que era a presidenta, e mais alguém nessa comissão do bicentenário, e a gente tá articulando a criação de uma comissão só da graduação para debater de fato a criação de um bicentenário que seja voltado para nós, aí seria uma forma de debater mais as questões institucionais do bicentenário, mas seria uma forma da gente incluir o estudante de fato. E isso segue a linha da gente precisar constranger a universidade e garantir que o Centro Acadêmico XI de Agosto esteja no centro do debate nacional para a gente conseguir mostrar a quem seja o estado que a faculdade tá: que até hoje a gente não tem R$ 1.000 de auxílio estudantil do PAPFE, pra mostrar que nosso bandejão até hoje não tem cozinha própria e a gente precisa comer a porcaria da comida da Básica, pra gente mostrar a situação que tá a Casa do Estudante, o DJ, que vive, não agora, um encarecimento de recursos, pra gente colocar essas entidades, colocar os núcleos que constroem de fato a vida dos franciscanos no centro.
Então a gente precisa ter uma agenda combativa, mas tem que entender que conquistar essas coisas também exige articulação política, e a gente precisa ter uma articulação séria e para isso precisa ter planejamento. Eu digo isso, fechei muito no sentido da faculdade, mas o bicentenário é algo que traz oportunidade para a gente articular: até com o Lula a gente consegue falar no bicentenário, eu acredito, e a gente vai falar com o Lula no ano que vem. A gente vai trazer o Lula para cá e vai fazer com que o Lula veja como está a situação da faculdade, ele também vai bater nisso.
Mas por que estou falando isso? Porque o bicentenário é o momento de a gente pegar o pessoal da política, pegar o pessoal, como já falei, dos antigos alunos, os professores daqui e tanto faz quem sejam, qualquer pessoa — que são muitas — que tem carinho por essa entidade, e colocar essa pessoa para trabalhar pelo estudante. Entender que esse é o momento de a gente articular isso, e está na hora de a gente articular isso, mas a gente não pode baixar a cabeça e permitir que o bicentenário seja um evento para os gravatas, para os professores, para o reitor pagar lá de bonito, porque a gente sabe que é muito mais do que isso e a gente precisa que seja muito mais do que isso. Porque nos últimos 200 anos não foi. É isso.
O Porão
Entrevistadora: Perfeito, obrigada. Agora a gente vai começar a partir da oitava, nona e décima pergunta. Entrando no bloco dois, a oitava pergunta trata da ocupação do Porão, da cultura e redução de danos. O Porão é a sede física do centro acadêmico e centro da vida social universitária, mas frequentemente divide opiniões quanto ao seu uso e à sua manutenção. Como a sua gestão pretende conciliar a preservação, a segurança e a redução de danos do Porão?
Ricardo Botto: Como eu já trouxe na parte sobre a arrecadação, hoje a gente já tem uma movimentação maior do Porão, felizmente. Durante essa gestão a gente voltou com as quintas malucas, voltou a fazer evento no Porão, e a gente entende que o Porão tem esse papel central de ser um lugar para o estudante relaxar, para ele ir lá tomar uma cervejinha depois de ver três ou quatro aulas seguidas da aula que mais odeia, para ir lá jogar uma sinuca, um pebolim e conversar com os amigos, fazer o que quiser lá; é um espaço central para a vida do estudante, além de ser a sede do centro acadêmico.
A gente acha que precisa acima de tudo manter o Porão como um lugar bom para a gente conviver, um lugar bom para a gente estar realmente. A gente teve algumas reformas no Porão, na mesa de sinuca — que vai ser paga com a Copa Porão, inclusive convido que se inscrevam —, teve a reforma do pebolim, mas acima de tudo a gente tem que usar esse espaço. O Porão é um espaço que tem que ser ocupado, e é um espaço em que o estudante tem que saber que pode ocupar, assim como o Campo do XI, inclusive adiciono. Então venha para o Porão, faça seu aniversário no Porão, chame seus amigos para o Porão.
E sobre o cuidado do Porão, a gente continua trabalhando para arrumar. A gente sabe também que o franciscano, especialmente no bicentenário, mas em toda época, tem esse carinho pela universidade, então a gente sempre vai atrás de reformar o Porão sem necessariamente onerar o XI, sem precisar tirar esse dinheiro de outro lugar. É algo que a gente consegue fazer, embora tenham coisas em que não há o que fazer. Junto com isso, colocar a questão da reforma do estoque, onde era antigamente a gráfica, para a gente fazer a lojinha do XI, o aluguel do Porão… O Porão tem que ser utilizado realmente. Eu acho que me perdi um pouco, mas a ideia que eu queria passar foi passada.
Autonomia e Partidarização
Entrevistadora: Perfeito. Agora para a nona pergunta: autonomia do movimento estudantil e partidarização. Historicamente o XI de Agosto equilibra sua atuação entre pautas corporativas internas e grandes debates da política nacional. Qual deve ser a margem de atuação do XI na política externa e na relação com partidos políticos e governos, garantindo que a entidade mantenha sua independência e legitimidade para criticar retrocessos, independentemente de quem esteja no poder?
Ricardo Botto: Gente, eu adorei essa pergunta, porque acho que agora a gente está entrando em uma onda muito feia de apartidarismo, e a gente sabe onde o apartidarismo dá. Foi com o discurso apartidário que o bolsonarismo chegou ao poder, foi o ódio aos partidos que colocou a gente na situação em que está hoje, uma situação em que a esquerda agora está tendo uma dificuldade muito grande para sanar. A gente tem que entender primeiro de tudo que o partido pressupõe uma construção coletiva. A construção de um partido é a organização de uma luta, primeiro de tudo eu queria colocar isso.
Agora, o centro acadêmico tem que entender que a prioridade sempre vai ser o aluno da SanFran, obviamente. A gente não pode, só porque constrói um partido —e isso é algo que nunca vou fazer, e tenho orgulho de falar que construo o Partido dos Trabalhadores —, colocar o partido à frente da construção que a gente está fazendo aqui. A gente tem que entender que tem vezes em que vai precisar usar o centro acadêmico, e a gente deve — inclusive lembro que o Lula cobrou em 2022 —, a gente deve cobrar o governo a partir da plataforma do XI de Agosto. A gente deve chamar o pessoal para ir para a rua a partir da plataforma do XI de Agosto, especialmente neste Legislativo que a gente tem agora, porque senão, se a gente não for para a rua, fodeu tudo.
Mas acho que o XI de Agosto tem que ter um papel central na política internacional, não, na política nacional do Brasil. Acho que o XI de Agosto, enquanto centro acadêmico mais antigo e mais importante deste país, tem o dever de ocupar esses espaços, porque com o Centro Acadêmico XI de Agosto todos esses espaços ganham mais legitimidade. Tenho muito orgulho de falar que fui uma das pessoas que coordenou o processo do ENED, que é o Encontro Nacional dos Estudantes de Direito, em que a gente, mesmo sem ônibus da faculdade, conseguiu levar uma delegação de 13 alunos, e saímos do ENED, a partir de uma construção do XI de Agosto junto ao Coletivo Para Todos, com três cadeiras do XI de Agosto na FENED. Hoje o XI de Agosto coordena a pasta de Relações Internacionais, coordena a região Sudeste com o Chico, e tem a Secretaria-Geral com a Rita, que é o nosso braço institucional do XI de Agosto na FENED.
Acho que muito é colocado pelo pessoal sobre a necessidade de só construir política aqui, mas a gente vive um momento político em que, se a gente olha só para o nosso próprio umbigo, o tanto de coisa que pode acontecer, o tanto de coisa que a gente deixa de pautar é terrível. A gente precisa entender que o XI de Agosto tem sim que olhar para si mesmo, mas especialmente neste momento ele tem que guiar a condução do Brasil todo. Começar pelo Estado, Brasil, UNE, UEESP, FENED. O XI tem que estar em todos esses espaços e a gente tem que entender que é necessário, tanto para o XI quanto para esses espaços.
A Greve de 2026
Entrevistadora: Perfeito, obrigada. Agora para a gente entrar na última pergunta, Botto, a pergunta sobre balanço da greve e relação com os espaços deliberativos da USP. A conjuntura universitária recente foi marcada por fortes momentos de paralisação e táticas de negociação com a reitoria e o DCE. Qual é a avaliação da sua chapa sobre os efeitos da paralisação deste ano de 2026 e como o XI deve atuar na construção da unidade estudantil e na disputa do Conselho de Centros Acadêmicos?
Ricardo Botto: É um assunto bem espinhoso em que a gente entrou agora e eu tenho opiniões polêmicas aí, com certeza. Mas vou começar apaziguando a situação: não acho que a condução da gestão de que fiz parte — faço parte, renunciei recentemente —, não acho que a nossa condução foi perfeita, e acho que o franciscano na média também não acha. A gente teve alguns problemas de comunicação. A gestão construiu o comando de greve, construiu a greve toda, inclusive fico muito feliz de ter ficado na posição da coordenação de alimentação e limpeza junto com a Emily nessa tarefa. Foi uma construção em que a gente falhou um pouco na questão da comunicação justamente; era tudo muito corrido, muito esquisito, foi a primeira greve de muitas pessoas da gestão, e ainda no começo do ano, a gente acabou não conseguindo tocar.
Mas, acima de tudo, acho que além de aceitar esses erros, a gente precisa olhar também para as questões que causaram, para fora da nossa faculdade, um esvaziamento e enfraquecimento da greve. Durante a greve, tivemos diversas vezes os canais de negociação fechados. É óbvio que a reitoria não estava ajudando e não queria ceder, mas ao mesmo tempo a gente teve uma reunião do Conselho Universitário (CO) que foi derrubada antes de os alunos conseguirem pautar qualquer coisa porque o DCE queria quebrar a ordem da fala. Foi lá e acabou dando armas para o conselho, para o reitor, e isso é algo que a gente acaba vendo muito. Tivemos uma sequência de atitudes como essa que geraram um esvaziamento da greve e, após isso, uma tentativa de continuidade forçada da greve. A gente estava vendo uma greve em que aqui no Direito, à noite, ficavam 5 pessoas no máximo, talvez não, umas 10 pessoas na faculdade no máximo. Tínhamos uma faculdade que não se mexia mais, o pessoal já estava achando ruim, até porque foi uma greve bem grande.
O que parecia, o que se deu é que a greve no fim, por conta desse esvaziamento e da inaptidão do DCE de negociar, acabou saindo com a gente conquistando o mínimo. A gente teve até quase metade, até quase o fim da greve uma luta pelo PAPFE de um salário mínimo, mesmo havendo orientação para a gente tentar negociar e abaixar o valor porque não estavam querendo entregar aquilo, e no fim da greve acabamos com o PAPFE de R$ 912. Acho que a greve teve uma construção muito complicada e a gente não conseguiu tocá-la direito em nenhuma esfera, tanto enquanto CA quanto enquanto DCE.
Só que o que garanto é que durante todo o momento a gente agiu para manter a greve e o Conselho Universitário coesos, mesmo quando todo dia estavam gerando briga no Conselho Universitário, querendo causar, tendo agressão, tendo xingamento. A gente trabalhou para conseguir fazer a greve funcionar e colocar isso como uma vitória dos estudantes. Mas infelizmente tiveram motivos que fizeram a greve não ser tão bem-sucedida, e me dói dizer isso porque foi uma construção muito trabalhosa, muita gente ficou sem dormir vários dias porque tinha que fazer turno, gastamos dinheiro, teve questão com professor, todo mundo se vulnerabilizou, se enfraqueceu e ficou cansado, mas é um processo do qual não podemos abrir mão das pautas, porque são pautas que a gente ainda precisa conquistar e temos que usar o momento político para isso.
Considerações Finais
Entrevistadora: Perfeito, obrigada, Botto. A gente finalizou então as perguntas e podemos entrar agora nas nossas considerações finais. Se você quiser falar alguma coisa para terminar, a gente encerra a sabatina.
Ricardo Botto: Queria falar aqui que não acho que minha sabatina foi perfeita também. Queria ter falado muito mais do que falei, queria ter estudado muito mais do que estudei para conseguir trazer aqui a nossa carta-programa de fato, porque embora a gente esteja na construção não consegue lembrar tudo na hora. Queria ter revisado mais, queria ter anotado mais. Mas acho que foi uma sabatina muito boa, deu para me conhecer, deu para conhecer a chapa, deu para entenderem o que a gente acredita, e acho que esse é um espaço muito bom. Queria parabenizar a iniciativa. Fico ansioso também para ver a pesquisa, espero que as pessoas vejam bastante, aprendam bastante, entendam bastante sobre as chapas, leiam as cartas-programa também, porque é algo muito necessário, é lá que está o nosso planejamento, é lá que está o que a gente quer para a São Francisco.
Vejam os carômetros, conheçam cada pessoa da chapa e vamos lá, vamos construir uma São Francisco que acolha o estudante, uma São Francisco que faça um bicentenário que seja de fato para nós, para o estudante, e é isso. Muito obrigado a todos, uma boa noite. Me senti agora o Bonner.
Entrevistadora: Muito obrigada e agradeço também a todos que acompanharam a sabatina até o momento. A nossa pesquisa eleitoral vai ser liberada também em breve. É isso.