Karolina Zanin

Esse ano, para me resguardar de lágrimas, dou meu coração para você

Laura Thereza Mique Já passei muitos natais com a minha dona, mas este é diferente. Antigamente ela usava roupas masculinas, terno, gravata e sapato social. Hoje, ela está de vestido. Antes, ela me dizia que deveria chamá-la de Pedro, mas sempre soube que o nome dela era Pietra. Ano passado usou uma saia pela primeira

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Sem Despedidas: Um Lampejo no Mundo das Sombras

Karolina Zanin Vieira Árvores pretas que se assemelham a pessoas. Neve esparsa. E uma maré que transborda tudo aquilo que estava enterrado. É assim que se inicia o brilhante livro “Sem Despedidas” de Han Kang. Com um sonho, uma imagem, um símbolo, recorrente. Os sonhos, projetados pelo nosso inconsciente, são feitos de símbolos. Eles existem

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O empréstimo das vozes: a lembrança do outro como parte de nós

Laura Palermo Baraldi “Foram os soldados que se rebelaram para tomar o poder. Você também viu. Bateram e apunhalaram as pessoas em pleno dia, mas não bastou, atiraram nelas. Foram eles que mandaram fazer assim. Como podemos chamá-los de nação?” Atos Humanos (2021), de Hang Kang, é uma obra fundamental que sintetiza simbolicamente luto, memorial

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49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: Do you love me, de Lana Daher, noMarabá

Isabela Geiling Segalla A Mostra deste ano exibe 374 filmes de 80 países. Desses 374, estão os indicados pelos críticos e amigos. Naquela sexta-feira, recusei todas as recomendações e escolhi, por conveniência de agenda, a sessão das 17 horas, no Marabá. “Por favor, o filme das 17 horas”. Quando o ingresso me foi entregue, li

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Sonho

Gustavo Moreira Filgueiras A magia qual encantaSensato, tolo, ou maluco,o mel que surge do muco,a luz que cega e acalanta Amarga falta que prantaComo um desejo caduco:Esperança em um fachucoQual, o dissabor, espanta Ilusão febril produzEuforia desmedidaQue, a realdade, reduz Escape da cruel vida;querer, que a privação induz.Sonha desperta, iludida.

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